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Acesso abertoAnálise completaJun 18, 2026

Dinâmica pós-coital do microbioma genital peniano e cervicovaginal

Sexo vaginal sem preservativo altera transitoriamente o microbioma do sulco coronal em direção à dominância por Lactobacillus spp. e eleva táxons BASICs no microbioma vaginal feminino, enquanto o sexo com preservativo não produz alterações composicionais significativas (p = 0,63).

A pergunta (PICO)
PopulaçãoCasais heterossexuais estabelecidos, amostrados antes e após relação sexual vaginal
IntervençãoSexo vaginal sem preservativo
ComparadorSexo vaginal com preservativo
DesfechoComposição do microbioma do sulco coronal e cervicovaginal (diversidade, abundância relativa de táxons-chave) em múltiplos pontos temporais pós-coito
CEvidência
Estudo
Estudo observacional
Efeito
Favorável
Duração
72 horas
Resumo de achados por desfecho
DesfechoGrauDireçãoEfeitoEstudos
Composição do microbioma do sulco coronal pós-coito sem preservativoC Favoráveltransient Lactobacillus dominance; no IC reported1
Composição do microbioma do sulco coronal pós-coito com preservativoC Neutrop=0.63; no significant shift1
Abundância de BASICs no microbioma vaginal femininoC Desfavorávelincreased with colonized male partner; no effect size/IC reported1
Abundância de Gardnerella vaginal às 72 h mediada por pHC Desfavorávelcausal mediation analysis; no effect size/IC reported1
Persistência de L. iners no microbioma peniano às 72 hC Neutrocell-normalized abundance remained elevated at 72 h; no IC reported1
Resolução geral das alterações do microbioma (2–3 dias)C Favorávelmost taxa returned to baseline by 72 h; no quantitative IC reported1
Aumento de Corynebacterium spp. vaginal pós-coitoC Desfavorávelincreased with colonized male partner; no effect size/IC reported1
Composição do microbioma do sulco coronal pós-coito sem preservativoC
Direção Favorável
Efeitotransient Lactobacillus dominance; no IC reported
Estudos1
Composição do microbioma do sulco coronal pós-coito com preservativoC
Direção Neutro
Efeitop=0.63; no significant shift
Estudos1
Abundância de BASICs no microbioma vaginal femininoC
Direção Desfavorável
Efeitoincreased with colonized male partner; no effect size/IC reported
Estudos1
Abundância de Gardnerella vaginal às 72 h mediada por pHC
Direção Desfavorável
Efeitocausal mediation analysis; no effect size/IC reported
Estudos1
Persistência de L. iners no microbioma peniano às 72 hC
Direção Neutro
Efeitocell-normalized abundance remained elevated at 72 h; no IC reported
Estudos1
Resolução geral das alterações do microbioma (2–3 dias)C
Direção Favorável
Efeitomost taxa returned to baseline by 72 h; no quantitative IC reported
Estudos1
Aumento de Corynebacterium spp. vaginal pós-coitoC
Direção Desfavorável
Efeitoincreased with colonized male partner; no effect size/IC reported
Estudos1

Contexto

Microbiomas peniano e vaginal influenciam suscetibilidade a ISTs, incluindo HIV, e condições como vaginose bacteriana. A troca de bactérias durante o coito é reconhecida, mas sua cinética temporal permanecia mal caracterizada. Compreender essa dinâmica é relevante para aconselhamento sobre uso de preservativo e estratégias de prevenção.

O que o estudo mostrou

O sexo sem preservativo produziu dominância transitória de Lactobacillus spp. no sulco coronal, com retorno à linha de base em 72 h, exceto L. iners (abundância celular normalizada permaneceu elevada). No microbioma vaginal feminino, parceiros com microbioma peniano colonizado por BASICs associaram-se ao aumento dessas espécies (Prevotella bivia, Peptostreptococcus anaerobius, Dialister spp., Prevotella disiens) e de Corynebacterium spp. A análise de mediação causal indicou que a elevação do pH vaginal medeia aumento de Gardnerella às 72 h. Números absolutos de abundância e IC 95% por táxon não foram fornecidos no texto disponibilizado.

Como foi feito

Estudo observacional longitudinal com casais heterossexuais estabelecidos; caracterização do microbioma por sequenciamento (16S rRNA ou equivalente, inferido do contexto); amostras coletadas antes, imediatamente após e em múltiplos pontos até 72 h pós-coito. Tamanho amostral exato não reportado no texto fornecido; análise de mediação causal realizada para avaliar papel do pH vaginal.

Magnitude do efeito

O sexo com preservativo não produziu alteração composicional significativa (p = 0,63). Tamanhos de efeito com IC 95% para táxons individuais não foram reportados no texto disponibilizado, impedindo quantificação precisa da magnitude.

Limitações

Desenho observacional sem randomização impede inferência causal direta sobre troca microbiana. Tamanho amostral e características demográficas detalhadas não foram reportados no excerto disponível, limitando avaliação de poder estatístico. A ferramenta de avaliação de risco de viés (ex.: ROBINS-I para estudos observacionais) não foi mencionada. Generalização é restrita a casais estabelecidos; dados sobre circuncisão, status de BV basal e uso de hormônios não foram detalhados no excerto.

Na prática clínica

O profissional pode reforçar que o uso consistente de preservativo está associado a alterações mínimas no microbioma genital de ambos os parceiros. Em casais que praticam sexo sem preservativo, flutuações do microbioma peniano e vaginal são esperadas e geralmente transitórias (resolução em 2–3 dias), mas alterações de pH vaginal podem sustentar elevação de Gardnerella além desse prazo. A relevância clínica dessas mudanças para risco de BV ou IST não foi estabelecida causalmente por este estudo.

O que ainda falta

RCTs ou estudos longitudinais com maior poder amostral são necessários para quantificar o risco de BV incidente associado a essas alterações pós-coitais. Estudos devem avaliar se intervenções (probióticos, moduladores de pH) durante a janela de 72 h previnem desfechos clínicos adversos.

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