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Acesso abertoAnálise completaJun 16, 2026

EVOO rico em fenóis e prebióticos na sarcopenia em idosos: RCT piloto FOOP-Sarc

EVOO combinado com prebiótico favoreceu massa muscular do reto femoral (por ultrassom) vs. EVOO isolado em idosos com sarcopenia provável, mas o efeito foi de magnitude modesta em amostra de apenas 38 participantes.

A pergunta (PICO)
PopulaçãoAdultos entre 60–80 anos, residentes no domicílio, com ao menos um parâmetro de sarcopenia alterado (critérios EWGSOP2), n=38 (31 mulheres, média 69,6±4,1 anos)
IntervençãoEVOO fenólico (30 mL/dia, 296–300 mg ácido cafeico) isolado ou combinado com prebiótico (FOS + inulina, 7,5 g/dia), por 12 semanas
ComparadorÓleo de oliva refinado (ROO, 30 mL/dia, 90 mg ácido cafeico) + maltodextrina placebo (7,5 g/dia)
DesfechoMassa e espessura muscular (ultrassom: espessura do quadríceps, área de secção transversal [CSA] e espessura do reto femoral); massa muscular esquelética total e apendicular (BIA); índices de massa muscular; qualidade de vida — avaliados ao fim de 12 semanas de intervenção e após 12 semanas de seguimento
CEvidência
Estudo
Ensaio clínico randomizado
Amostra
38
Efeito
Favorável
Duração
12 semanas

Contexto

Sarcopenia afeta 11% dos europeus acima de 60 anos e pode chegar a 22% em 2045, com impacto em quedas, independência e mortalidade. Intervenções nutricionais de baixo risco e aplicáveis ao domicílio são necessárias. EVOO e prebióticos têm mecanismos plausíveis sobre inflamação e microbiota intestinal, mas evidência clínica é escassa.

O que o estudo mostrou

Ao fim da intervenção, EVOO+PREB vs. EVOO aumentou CSA do reto femoral em toda a população (diferença média: +0,827 cm², IC 95% [0,16; 1,5], p=0,017) e nas mulheres (+0,569 cm², IC 95% [−1,0; −0,08], p=0,024), e espessura do reto femoral em toda a população (+0,195 cm, IC 95% [0,04; 0,35], p=0,015) e nas mulheres (+0,179 cm, IC 95% [0,05; 0,31], p=0,009). Após 12 semanas de seguimento (pós-intervenção), tanto EVOO quanto EVOO+PREB aumentaram massa muscular esquelética e massa muscular apendicular vs. ROO por BIA, sem valores absolutos reportados no texto disponível. EVOO isolado vs. ROO aumentou índice de massa muscular esquelética e apendicular no seguimento, e melhorou qualidade de vida geral nas mulheres. Nenhuma diferença significativa em força muscular ou desempenho físico foi reportada como desfecho primário.

Como foi feito

RCT duplo-cego, paralelo, três braços, controlado por placebo, 12 semanas de intervenção + 12 semanas de seguimento. Participantes (n=38) alocados para ROO (n=13), EVOO (n=14) ou EVOO+PREB (n=11). Todos seguiram recomendações co-criadas de dieta e atividade física. Desfechos musculares avaliados por ultrassom e BIA.

Magnitude do efeito

A maior diferença observada foi na CSA do reto femoral (EVOO+PREB vs. EVOO): +0,827 cm² (IC 95% [0,16; 1,5]); relevância clínica desse valor é incerta dado o tamanho amostral extremamente pequeno (n por braço: 11–14).

Limitações

Amostra muito pequena (n=38, 11–14 por braço), com alta proporção de mulheres (82%), limitando generalização e poder estatístico para subgrupos. Não há relato de ferramenta formal de risco de viés (RoB 2 não mencionada). A ausência de valores absolutos pré e pós para BIA impede cálculo de efeito real sobre massa muscular. O seguimento de 12 semanas após cessação não permite distinguir efeito persistente de variação de hidratação na BIA. Todos os grupos receberam intervenção comportamental concomitante (dieta+exercício), impossibilitando isolamento do efeito do EVOO/prebiótico.

Na prática clínica

O profissional não deve modificar protocolo clínico com base neste único estudo de tamanho piloto. Os dados são insuficientes para recomendar EVOO fenólico ou prebiótico como tratamento isolado da sarcopenia. O estudo suporta apenas a hipótese de que a combinação pode ser testada em ensaios de maior porte.

O que ainda falta

RCTs com amostras ≥150 participantes por braço, balanceamento por sexo, medidas de força e desempenho físico como desfechos primários, e avaliação de massa muscular por DEXA ou ressonância magnética para confirmar e quantificar os efeitos observados.

Fonte: DOI 10.1002/jcsm.70247 · 2026

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