Disbiose intestinal, inflamação crônica e aterosclerose: revisão de mecanismos celulares e interações hospedeiro-microbiota
Revisão narrativa sistematiza as vias pelas quais a disbiose intestinal sustenta inflamação vascular e progressão da aterosclerose.
Contexto
Aterosclerose é a principal causa de mortalidade cardiovascular global. A identificação de fatores modificáveis a montante, como a composição da microbiota intestinal, justifica investigação mecanística.
O que o estudo mostrou
O resumo descreve três processos interligados: desequilíbrio de metabólitos (redução de SCFAs, aumento de TMAO e LPS), disfunção da barreira intestinal com translocação microbiana, e reprogramação imune sistêmica. Estudos clínicos associam TMAO e sinais derivados de LPS à carga aterosclerótica e a desfechos cardiovasculares adversos. Modelos experimentais com transplante de microbiota fecal, probióticos, antibióticos e animais deficientes em genes sustentam papel contributivo do eixo intestino-imune-vascular.
Como foi feito
Revisão narrativa (sem meta-análise formal). Sem n definido de participantes; o resumo não especifica protocolo de busca sistemática nem critérios de inclusão explícitos.
Limitações
Análise baseada exclusivamente no resumo, sem acesso ao texto completo. O próprio resumo reconhece heterogeneidade entre estudos e ausência de evidência causal robusta em humanos; revisões narrativas são suscetíveis a viés de seleção.
Na prática clínica
Não há recomendação clínica direta sustentada por este estudo. A relação microbiota-aterosclerose permanece biologicamente plausível, mas carece de ensaios clínicos controlados que estabeleçam causalidade e eficácia de intervenções.
