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Acesso abertoAnálise completaOct 23, 2026

Disbiose intestinal em doenças ginecológicas associadas à infertilidade feminina: revisão de escopo

Esta revisão de escopo mapeia associações entre disbiose intestinal e PCOS/PMOS, endometriose e miomas uterinos, mas não estabelece causalidade nem magnitude de efeito quantificável para nenhum desfecho.

Nível de evidênciaDNarrativa / animal / in vitro / mecanística
Tipo de estudonarrative_review
Amostra—
Direção do efeitoInsuficiente
CertezaMuito baixa
Aplicabilidade clínicaMuito baixa
Risco de superinterpretação1/5 · Baixo
PICO
PopulaçãoMulheres com PCOS/PMOS, endometriose ou miomas uterinos
IntervençãoCaracterização da composição da microbiota intestinal (perfil de disbiose)
ComparadorMulheres sem essas condições (quando disponível nos estudos primários incluídos)
DesfechoGut microbial diversity in PCOS/PMOS; Firmicutes/Bacteroidetes ratio in PCOS/PMOS; Pro-inflammatory microbiota profile in endometriosis; Gut dysbiosis in uterine fibroids; Pregnancy rate / live birth rate

Resumo de achados

DesfechoEfeitoIC 95%CertezaRelevância clínicaNotas
Diversidade microbiana intestinal em PCOS/PMOSno pooled estimate; qualitative direction only: reduced alpha-diversity reported in primary studies—Muito baixa—
Razão Firmicutes/Bacteroidetes em PCOS/PMOSno pooled estimate; directional data not quantified across included studies—Muito baixa—
Perfil inflamatório da microbiota em endometrioseno pooled estimate; qualitative association reported without effect size—Muito baixa—
Disbiose intestinal em miomas uterinosno pooled estimate; evidence described as sparse and insufficient for any directional conclusion—Muito baixa—
Taxa de gravidez / nascidos vivosnot measured in this review; in the data available—Muito baixa—

Contexto

Infertilidade feminina afeta aproximadamente 186 milhões de pessoas globalmente; PCOS, endometriose e miomas respondem por parcela significativa dos casos. A hipótese de que alterações na microbiota intestinal modulam o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano e a inflamação sistêmica motiva crescente produção científica. Revisões de escopo são instrumentos de mapeamento, não de síntese quantitativa, e seus resultados não permitem recomendações clínicas diretas.

O que o estudo mostrou

A revisão identifica associações qualitativas entre disbiose intestinal e as três condições ginecológicas avaliadas, sem fornecer medidas de efeito agregadas, IC 95% ou dados absolutos. Em PCOS, os estudos primários incluídos relatam redução de diversidade microbiana e alterações em Firmicutes/Bacteroidetes; em endometriose, padrões pró-inflamatórios; em miomas, evidência escassa. Nenhum desfecho de fertilidade (taxa de gravidez, taxa de nascidos vivos) foi diretamente medido pela revisão. A ausência de metanálise impede qualquer quantificação de efeito.

Como foi feito

Revisão de escopo conduzida conforme PRISMA-ScR; buscas em PubMed, Scopus e Google Scholar até novembro de 2025; publicações em inglês entre 2015 e 2025; sem registro de protocolo prévio; sem avaliação formal de risco de viés dos estudos incluídos; exclusão de relatos de caso, resumos de congressos e estudos animais/in vitro sem relevância direta.

Magnitude do efeito

Nenhuma medida de efeito (RR, OR, SMD, MD) foi calculada. A revisão é descritiva e qualitativa; magnitude de associação entre disbiose e infertilidade permanece indeterminada.

Risco de viés

Nenhuma avaliação formal de risco de viés foi realizada (ferramentas como RoB 2, ROBINS-I ou AMSTAR-2 não foram aplicadas), o que é uma limitação metodológica relevante declarada pelos próprios autores. O protocolo não foi registrado previamente, aumentando o risco de viés de relato seletivo. A heterogeneidade dos métodos de análise da microbiota nos estudos primários (diferentes plataformas de sequenciamento, regiões de rRNA 16S, critérios diagnósticos variados) impede comparação direta entre estudos. A inclusão de literatura cinza foi explicitamente excluída, potencializando viés de publicação.

Limite de interpretação

O que este estudo NÃO prova

Esta revisão não prova causalidade entre disbiose intestinal e infertilidade feminina em nenhuma das condições avaliadas. Os achados não são generalizáveis para populações fora das amostras dos estudos primários incluídos, cujas características demográficas e metodológicas variam amplamente.

Na prática clínica

Esta revisão não fornece base suficiente para alterar protocolos clínicos. O profissional não deve utilizar perfil de microbiota intestinal como biomarcador diagnóstico ou prognóstico para infertilidade associada a PCOS, endometriose ou miomas com base neste documento. Intervenções direcionadas à microbiota (probióticos, dieta) para melhora de fertilidade nessas condições carecem de evidência de RCT com desfechos reprodutivos primários.

Limitações

Nenhuma avaliação formal de risco de viés foi realizada (ferramentas como RoB 2, ROBINS-I ou AMSTAR-2 não foram aplicadas), o que é uma limitação metodológica relevante declarada pelos próprios autores. O protocolo não foi registrado previamente, aumentando o risco de viés de relato seletivo. A heterogeneidade dos métodos de análise da microbiota nos estudos primários (diferentes plataformas de sequenciamento, regiões de rRNA 16S, critérios diagnósticos variados) impede comparação direta entre estudos. A inclusão de literatura cinza foi explicitamente excluída, potencializando viés de publicação.

O que ainda falta

RCTs com desfechos reprodutivos primários (taxa de nascidos vivos, taxa de gravidez clínica) que testem intervenções na microbiota intestinal em mulheres com PCOS, endometriose ou miomas. Padronização de métodos de análise da microbiota e critérios diagnósticos entre estudos é pré-requisito.

Apêndice técnico

Histórico de versão

  • 1.0 · 2026-10-23 — Auto-generated under Evidence Standard v1.0

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