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Acesso abertoAnálise completaNov 2, 2026

Transplante de Microbiota Fecal e Desfechos Glicêmicos em Adultos com Distúrbios Metabólicos: Revisão Sistemática e Meta-análise de RCTs

FMT não reduziu significativamente o HOMA-IR em adultos com distúrbios metabólicos (MD −1,29; IC 95% [−3,04; 0,47]), com evidência de certeza muito baixa.

Nível de evidênciaBEnsaio clínico randomizado
Tipo de estudometa_analysis
Amostra120
Direção do efeitoNeutro
CertezaModerada
Aplicabilidade clínicaModerada
Risco de superinterpretação1/5 · Baixo
PICO
PopulaçãoAdultos com DM2, pré-diabetes, resistência à insulina ou distúrbios metabólicos relacionados
IntervençãoTransplante de microbiota fecal (FMT)
ComparadorControle (placebo autólogo, dieta ou outros comparadores; heterogeneidade no tipo de comparador identificada)
DesfechoHOMA-IR; HOMA-IR + HOMA2-IR (sensitivity analysis); HbA1c; Peripheral insulin sensitivity (clamp); Fasting glucose

Resumo de achados

DesfechoEfeitoIC 95%CertezaRelevância clínicaNotas
HOMA-IRMD -1.29, 95% CI -3.04 to 0.47, I2=72%—Baixa—6 studies
HOMA-IR + HOMA2-IR (análise de sensibilidade)MD -1.11, 95% CI -2.50 to 0.29—Baixa—
HbA1cnot pooled; data sparse—Muito baixa—
Sensibilidade insulínica periférica (clamp)possible donor-phenotype effect; inconclusive; low certainty—Baixa—
Glicemia de jejumnot pooled; insufficient data—Muito baixa—

Contexto

Resistência à insulina e DM2 afetam centenas de milhões de adultos globalmente, e tratamentos atuais não restauram plenamente a sensibilidade insulínica. A modulação da microbiota intestinal por FMT foi proposta como alvo terapêutico adicional, mas resultados de RCTs anteriores eram inconsistentes.

O que o estudo mostrou

O FMT não reduziu significativamente o HOMA-IR versus controle (MD −1,29; IC 95% [−3,04; 0,47]; I² = 72%; 6 RCTs, n = 120). A análise de sensibilidade combinando HOMA-IR e HOMA2-IR também foi não significativa (MD −1,11; IC 95% [−2,50; 0,29]). Dados de HbA1c foram escassos e não foram agrupados entre tipos de comparador. Achados por clamp sugeriram possível efeito do fenótipo do doador, mas permaneceram inconclusivos.

Como foi feito

Revisão sistemática e meta-análise de RCTs (PubMed e Scopus, janeiro 2000–maio 2026). Modelos de efeitos aleatórios com estimação Paule–Mandel e ICs de Hartung–Knapp–Sidik–Jonkman. Risco de viés avaliado pela ferramenta RoB 2. Análises de sensibilidade para tipo de comparador, reconstrução de dados e influência individual de estudos.

Magnitude do efeito

O efeito estimado sobre HOMA-IR foi MD −1,29 (IC 95% [−3,04; 0,47]), não significativo e clinicamente impreciso; heterogeneidade substancial (I² = 72%) compromete a interpretação do efeito pontual.

Risco de viés

A análise primária incluiu apenas 6 RCTs com 120 participantes, conferindo poder estatístico muito baixo. Heterogeneidade elevada (I² = 72%) e diversidade nos tipos de comparador limitam a validade do pool. RoB 2 foi aplicado, mas detalhes sobre o perfil de risco individual dos estudos não foram disponibilizados no resumo. Dados de HbA1c e glicemia de jejum foram insuficientes para meta-análise robusta.

Limite de interpretação

O que este estudo NÃO prova

Este estudo não prova que FMT é ineficaz para controle glicêmico — apenas que a evidência disponível é insuficiente e imprecisa para afirmar benefício. Não é generalizável a populações pediátricas, nem a regimes FMT padronizados não testados.

Na prática clínica

Não há base para recomendar FMT como intervenção para melhora glicêmica em adultos com distúrbios metabólicos fora de contexto de pesquisa. O profissional não deve extrapolar benefícios glicêmicos a partir dos dados atuais.

Limitações

A análise primária incluiu apenas 6 RCTs com 120 participantes, conferindo poder estatístico muito baixo. Heterogeneidade elevada (I² = 72%) e diversidade nos tipos de comparador limitam a validade do pool. RoB 2 foi aplicado, mas detalhes sobre o perfil de risco individual dos estudos não foram disponibilizados no resumo. Dados de HbA1c e glicemia de jejum foram insuficientes para meta-análise robusta.

O que ainda falta

RCTs maiores, com padronização de desfechos glicêmicos, protocolo FMT definido e seleção prospectiva de fenótipo do doador são necessários para conclusões definitivas.

Apêndice técnico

Histórico de versão

  • 1.0 · 2026-11-02 — Auto-generated under Evidence Standard v1.0

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